Ao
longo dos anos muitos estudiosos do ramo da construção civil vinham buscando
desenvolver um método de construção rápido, prático, de boa qualidade e que
atendesse a necessidade da população, foi aí que uma ideia veio para revolucionar
a construção de residências em alguns países, sendo eles: Estados Unidos
(criador do método), China, Romênia etc. O método de construção foi criado pelo
Dr. Behrokh Khoshnevis, da Universidade da Califórnia do Sul, nos Estados
Unidos e tratasse de uma gigante impressora 3D que usa a matéria prima do
concreto, capaz de produzir uma boa quantidade de casas em pouquíssimo tempo. E
esse método vem sendo chamado de A Nova Revolução Industrial.
Anderson (2012), autor do livro Makers – A Nova Revolução Industrial, acredita que estamos passando por uma nova Revolução Industrial, uma vez que a popularização das impressoras 3D pode-se confeccionar objetos sólidos em três dimensões a partir de um desenho de computador. O objeto é construído com adição de camada sobre camada de material e moldado por raio laser. Na prática, trata-se de uma micro fábrica que possibilita a criação de produtos personalizados por um menor custo, menor desperdício e menos mão-de-obra que uma indústria tradicional.
A
empresa responsável por essa ideia é a chinesa WinSun Decoration Desing
Engineering CO. de Xangai. A gigante impressora 3D mede 32m de comprimento, 10m
de largura e 6,4m de altura, ela trabalhando no seu máximo é capaz de produzir
até 10 residências simples de 61,39m² em incríveis 24 horas. Seu imenso sucesso
de produzir tantas casas se dar pela utilização de matéria-prima barata e pouca
mão-de-obra, o que joga o preço final da construção lá para baixo. Em média uma
casa utilizando esse método construtivo custa U$ 4.800,00 (em torno de R$
15.200,00), muito abaixo dos valores praticados no Brasil hoje em dia para
construção uma casa residencial comum.
De maneira similar a uma impressora 3D
tradicional, a Contour Crafting (CC) como também é conhecida faz seu trabalho
por camadas sempre de baixo para cima. O sistema é robótico e controlado por
computadores, assim é possível fazer colocação automática de armadura de aço.
Outra vantagem desse sistema são os seus múltiplos reservatórios capaz de
armazenar grandes quantidades de matérias-primas durante a execução de um
trabalho, pois com esse método dispensa a pausa para o reabastecimento por um
bom período ganhando tempo e produtividade nas obras.
A
empresa chinesa WinSun já foi um pouco mais alto nos seus planos e já tem como
uma de suas obras a construção de prédio de 5 andares todo ele feito com a
impressora 3D, não a mesma que constrói as casas, mas uma ainda maior que a
primeira. Para a construção desse
desafiador projeto as inovações não vieram somente na nova impressora, vieram
também nos materiais: o cimento por exemplo continha uma certa quantidade de
massa reciclada de vidro, solos e resíduos de outras construções. Dessa forma a
construção teve uma economia de tempo de cerca de 70% em relação a uma obra
convencional desse porte.
Parecia algo inalcançável, mas já é uma
realidade, é a Nova Revolução Industrial contribuindo e muito para o
crescimento de métodos construtivos que venham a agregar com o futuro da
construção civil e da humanidade, pôs sabemos que as condições de moradias
principalmente em países muito habitados ainda é bastante precária. Ainda não é uma casa em uma
cápsula, mas é emocionante ver o quanto crescemos e ainda iremos crescer.
Autores: Romário Florêncio, Yago Soares, Arthur Brietzke, Maria Elizama, Thales Henrique, Fernanda Feitosa
Referências: www.digitaltrends.com/home/giant-3d-printer-can-build-10-prefab-homes-24-hours/#!EJZk9 /www.cimentoitambe.com.br/impressora-3d-constroi-casas/ - www.archdaily.com.br/br/01-42719/video-impressoes-3d-em-concreto-o-futuro-da-arquitetura-e-construcao - www.tecmundo.com.br/impressora-3d/48849-impressora-3d-gigante-consegue-erguer-uma-casa-em-24-horas.htm
A impressão 3D utilizando concreto é realidade fora do Brasil. Os países mais avançados nesta área são Estados Unidos e China, que já conseguiram, literalmente, “imprimir” estruturas residenciais. No Brasil, a tecnologia despertou o interesse de um grupo de jovens engenheiros de Brasília-DF, que decidiu criar uma startup com o objetivo de construir a primeira impressora 3D para concreto do país.
ResponderExcluirA Inovahouse3D conta com o apoio de organismos como Senai, CBIC, ABCP e SindusCon-DF, inclusive para testes em laboratórios e apoio tecnológico. O próximo passo é atrair empresas que queiram apoiar tecnicamente e financeiramente o projeto. “Atualmente, contamos com editais de fomento para amadurecer o protótipo e lançar nosso primeiro produto”, afirma Juliana de Almeida Martinelli, que é estudante de engenharia elétrica pela Universidade de Brasília e que fundou a InovaHouse3D em 2015.
http://www.cimentoitambe.com.br/startup-impressora-3d-concreto/
Att; Wilson Dantas, Eng. Civil 4NA, UNP.
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ResponderExcluirOlá pessoal, boa noite!
ResponderExcluirUma complementação para assunto da matéria:
Além dessa impressora à laser para moldar peças de concreto de grandes ou pequenos portes, estão em testes as impressoras que realizam a criação de peças a partir da injeção do concreto direto onde será construído. A partir de impressora 3D, o arquiteto americano Andrey Rudenko conseguiu construir um castelo real, mas com dimensões de uma casa para crianças. O castelo foi feito na impressora RepRap, um projeto de código aberto extremamente popular entre entusiastas da técnica em 3D. O equipamento imprime camadas de concreto que medem 1 cm de altura por 3 cm de largura. Seu acabamento é superior a de outras impressoras 3D de concreto, resultando em superfícies lisas e consistentes.
Para uma melhor apreciação, segue vídeo que apresenta o projeto:
https://www.youtube.com/watch?v=DQ5Elbvvr1M
Fonte: http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2014/08/castelo-de-verdade-feito-de-concreto-e-construido-com-impressora-3d.html
Att: Jefersson Mendes
A pergunta é! você moraria em uma casa, ou condomínio erguido 100% por uma maquina? e pra onde iria as centenas de milhares de profissionais da área? já que a impressora 3D reduz de maneira significativa o contingente em um canteiro de obra, o que para o construtor é uma boa, para o empregado é o desemprego. Acho muito interessante e sou completamente a favor da tecnologia, mas vamos pensar direitinho, as maquinas pagam impostos? elas tem família para sustentar? com certeza não! o que seria de um país com um índice altíssimo de desempregados? já que a construção civil no brasil é um dos setores que mais emprega, de que adiantaria as casas serem construídas em poucas horas? se o povo não tem emprego pra pagar por elas! espero que estejam entendendo o meu raciocínio! enfim, gosto da impressora fazendo casas em tempo recorde, casas seguras com ferragens ajudando na sustentação da estrutura, mas, prefiro o trabalhador na ativa, com a mão na massa, contribuindo para o crescimento do país. Pessoal essa é uma opinião pessoal, espero não ter agredido ninguém, e gostaria de parabenizar o grupo pela postagem.
ResponderExcluirAtt. Antonio Daniel Vieira Mendes.
Graduando em Eng. civil 4NA UNP
Concordo plenamente com sua colocação, Antonio Daniel. Apesar de ser um avanço muito grande e de ser realmente interessante, o índice de desemprego iria crescer absurdamente com a implantação dessa nova tecnologia.
ExcluirÉ um questionamento interessante caro Daniel, porém discordo em partes. Imagine se nossos antepassados pensassem desta forma, não teríamos os avanços tecnológicos que aconteceram nos últimos séculos, imagine uma obra hoje sem uma simples betoneira, hoje é simples, mas quando foi criada? Substituía o trabalho de 3 homens por exemplo. A tecnologia está para facilitar tudo, diminuindo mão de obra diminui o custo, diminui o valor do imóvel por exemplo e etc etc.
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ResponderExcluiresse concreto 3d e show gostei muito, hoje em dia a tecnologia esta cada veis mais avançada surpreendendo a muito bom!!!
ResponderExcluirt
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ResponderExcluirCompartilhando um vídeo promovido pela Toyota em razão dos 40anos do carro Corolla, onde a empresa, além do merchandising, traz ao nosso conhecimento um pouco da história de pessoas e eventos próprios do Brasil, que nos orgulham não do meio em que vivemos posto que a política e justiça herdam e repassam um crise social e econômica das massas há incontáveis décadas, mas nos orgulham por em meio a tudo isso, nós brasileiros, termos adquirido esta espécie de dom, esta vocação brasileira, que em meio a lama, tal qual o lótus, nos tornou capazes de fazer desabrochar e vicejar belas flores. Uma destas flores nos vem aqui hoje com o nome de Anielle Guedes, uma legítima brasileira que aos seus 24 anos vem nos falar um pouco dos desafios e da demanda da construção civil que, com o uso e desenvolvimento de tecnologia, como a da impressora 3D pode nos apontar uma saída para a desigualdade social-espacial de que nos fala.
ResponderExcluirVideo (2 min)
https://goo.gl/T94sgC
Um pouco mais da história de Anielle pode ser conhecida em:
https://goo.gl/sYRHfO
Att. Arthur Brietzke.
p.s.: Quanto as remoções anteriores. Problemas técnicos de Internet.
Muito interessante, uma tecnologia na qual é capaz de produzir residências em tão pouco tempo.
ResponderExcluirParabéns ao grupo.
Att. Marcela Maia
Eng. Civil UnP. 4NA.
BOA NOITE, o grupo ta de parabéns trabalho muito bem elaborado, explicado, da para fazer vários, moldes arquitetônicos incríveis. :)
ResponderExcluirMe surgiram algumas perguntas: E é necessário construir tantas moradias assim e tão rapidamente?Será que o crescimento populacional seria tão rápido quanto essas máquinas construindo casas com tamanha velocidade? Será que precisamos mesmo investir nelas?Eu particularmente acho que não!
ResponderExcluirBoa postagem.Parabéns ao grupo.
Tânia Mateus
4NA
Acho que é uma maravilhosa evolução e que ira deixar o mercado bem aquecido, e que também ira ficar mais barato com o tempo, por conta do processo rápido.
ResponderExcluirAtt;
Deyvitt Barros.
Esse veio pra ficar, já que podemos fazer peças de concreto da forma que quisermos e só de não ter aquela velha mão de obra, suja casa, etc...
ResponderExcluirJá é muito bom...